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sexta-feira, 9 de setembro, 2005
Curioso facto! [Upd.]
É quase unanimemente aceite que são necessários sacrifícios no que toca a conseguir fazer Portugal sair do buraco em que se conseguiu meter.
No entanto, de cada vez que alguma medida é tomada há quase que um tumulto contra.
Olhando mais atentamente, ainda assim, notamos que esses tumultos são sempre por parte de pessoas directamente afectadas pelas várias medidas - as tais que antes admitiriam ser necessárias!
Não faltará aos portugueses uma certa noção de que não se podem exigir sacrifícios e depois gritar e espernear de cada vez que estes nos tocam a nós?
É que já dizia o ditado: "Que bem que prega frei Tomás... Faz o que ele diz, e não o que ele faz!"
[Upd.] Em resposta aos comentários do Tiago e da Nikita, já agora, deixem-me ainda explicar mais uma coisa! Aquilo a que me refiro aqui não é ao que eles referem! É, por exemplo, com o que aconteceu no recente (se não mesmo actual) caso com a função pública. Vimos, uma a uma, cada classe profissional vir dizer que ainda que justificados os sacrifícios, a sua classe devia ficar excluída destes por uma ou outra razão. Os professores imediatamente reclamaram: a sua profissão era de extrema importância pelo que não deviam ser incluídos no caso geral! Agora são os militares: a especificidade das suas carreiras tem que ser motivo para que que não sejam afectados pelas medidas impostas aos restantes. Os juízes gritam que a sua profissão é demasiado distinta (este argumento então é de ir aos céus)... No final, a quem compete tirar o país deste buraco? Aos jardineiros, almeidas e recepcionistas??
Postado por pUtoFisH a.k.a. gonçalo @
21:23
Viva a cataplana! 5 kg de fish!!
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