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quarta-feira, 8 de junho, 2005
Frank Lloyd Wright
Por vezes há coisas de que gostamos e que, por se ter pouco tempo ou qualquer outra razão, nos passa bastante ao lado.
Uma coisa de que sempre gostei bastante foi a arquitectura até já o referi vagamente aqui), mas por diversas razões - principalmente a minha dificuldade em fazer uma linha direita que seja - essa foi uma opção que ficou pelo caminho. No entanto, não esqueço os dias que passei em torno de Lego's a construir, destruir e reconstruir!
E se o tentar ser arquitecto ficou pelo caminho, continuo a gostar bastante de ver algumas contruções, dentro dos meus gostos. E nestes gostos, um arquitecto que há uns tempos me fascinou é Frank Lloyd Wright, hoje com direito a logo especial no Google por ser o dia do seu aniversário (ou seria, não tivesse já morrido...)

Tive oportunidade de ultrapassar muito ligeiramente a grande camada de ignorância sobre a sua obra que tinha numa exposição no C.C.B., já há uns 3 anos, sobre este arquitecto. Algumas das ideias que defendia são, infelizmente, algo impraticáveis, no que se refere ao espaço que cada pessoa teria para si. No entanto, a importância que dá à comunhão com a natureza e aos espaços abertos, em que se possa respirar, reflecte-se bastante no que fez, sendo as suas realizações excepções muito agradáveis face à arquitectura sufocante que cada vez mais nos rodeia, com prédios empilhados e ruas que mais parecem becos...
Do seu trabalho eu, pessoalmente, gsto de destacar dois edifícios de renome e que eu acho deslumbrantes.
O primeiro será o Museu Guggenheim de Nova Iorque (1956), com as suas formas curvas e a rampa interior que acompanha o edifício a toda a sua altura. O edficío, como descrito (e muito bom, acrescente-se) por Frank Lloyd Wright é assim:
One great space on a single continuous floor. The eye encounters no abrupt change, but is gently led and treated as if at the edge of a shore watching an unbreaking wave... one floor flowing into another instead of the usual superimposition of stratified layers.

O segundo é a Casa da Cascata (1635), na Pensilvânia. Possivelmente o exponencial máximo do ideal de Wright de união com a natureza, a casa da cascata fascina-me de uma forma que não consigo explicar... Mas a descrição de William Allin Storrer está bastante próxima do que sinto:
The best-known private home for someone not of royal blood in the history of the world.

E aqui fica um pequeno tributo a uma arte de que tanto gosto mas que, por falta de atenção, acabo por menosprezar e esquecer com frequência. E em especial ao arquitecto Frank Lloyd Wright, génio ao seu estilo e responsável por tantas obras de tão grande esplendor!
PS:Qualquer erro que por aqui encontrem, avisem, porque de facto esta não é a minha área=X
Postado por pUtoFisH a.k.a. gonçalo @
20:09
Viva a cataplana! 131 kg de fish!!
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